O bullying é um termo em inglês que define um padrão
repetitivo de comportamentos agressivos, que visam prejudicar uma pessoa
ou um grupo. Pode acontecer em qualquer lugar: na escola, no playground
do condomínio, na torcida do futebol etc. Ameaças, agressões físicas ou
verbais, intimidações e humilhações são exemplos de bullying.
Em geral, são alvos do bullying aquelas pessoas (crianças ou não) que
se destacam por algum motivo - estão acima ou abaixo do peso, têm
alguma deficiência física, são muito tímidas, muito inteligentes,
"nerds" etc.
O agressor pode agredir por vários motivos. Pode não ter a capacidade
da empatia, pode ser alguém querendo se destacar em seu grupo, ou até
alguém que se sente incomodado por uma característica em particular da
vítima.
É importante ressaltar que a vítima de hoje pode ser o agressor de
amanhã e vice-versa. Não há regras, mas o bullying acontece com mais
frequência entre crianças e adolescentes.
Na internet, o problema é intensificado pela rapidez com que as
agressões se espalham através da rede por meio de e-mails, redes
sociais, blogs, vídeos e mensagens via celular. O bullying praticado
pela web é chamado cyberbullying. Na web, a minoridade penal e o
suposto anonimato (com o uso de perfis falsos) contribuem para a
sensação de impunidade do agressor e podem fazê-lo ser ainda mais cruel
do que no bullying, onde agressor e vítima estão frente à frente.
Tanto o bullying quanto o cyberbullying são problemas muito sérios e
não devem ser ignorados. A agressão pela web pode surgir de qualquer
lado, a qualquer hora. Uma vez na internet, o conteúdo ganha vida
própria e pode nunca mais desaparecer por completo. Um caso famoso de
cyberbullying foi o da jovem americana Megan Meier, de 13 anos, que
cometeu suicídio em 2006 depois de receber uma série de mensagens cruéis
em sua página no MySpace.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Perigos na Internet
Cyberbullying
Postura da Escola
O papel da escola é fundamental em caso de bullying e cyberbullying. O professor deve trabalhar o assunto dentro de sala de aula e estar atento para identificar possíveis casos de intimidação, podendo agir como intermediário entre os pais das vítimas e dos agressores para resolver o problema. É preciso mostrar às vítimas que elas não são culpadas pela situação, que terão apoio e devem procuram ajuda da escola e, aos agressores, que eles serão responsabilizados por seus atos.Cabe à escola oferecer um ambiente de convívio sadio entre os alunos e, para isso, é necessário mostrar que agressão não é diversão. Isso pode ser feito através do desenvolvimento de programas anti-bullying e, também, pelo uso de estratégias de canalização das energias agressivas para fins construtivos. É preciso criar uma cultura escolar na qual comportamentos de bullying sejam vistos como inaceitáveis e onde se valorize o respeito, a solidariedade e a cooperação.
Ao ouvir as necessidades dos alunos e discutir claramente o que é ou não aceitável nos relacionamentos no ambiente escolar, a escola pode elaborar contratos de convivência. Trabalhar a empatia, enfatizar as conseqüências para os agressores como reparação dos danos e valorizar a brincadeira saudável, e não às custas do sofrimento alheio, faz com que a escola fique menos propensa a viver situações de bullying. Mesmo assim, episódios de agressão podem acontecer e por isso devem ser abordados desde cedo, inclusive entre as crianças menores, onde leis de cada turma podem ser criadas, transmitindo valores essenciais como respeito, cooperação e gentileza.
Um exemplo de projeto que tem como base a cultura da paz e não-violência é o "Programa Abrindo Espaços", da UNESCO, uma iniciativa que utiliza diversos recursos para estimular nas crianças das escolas associadas a resolver conflitos sem violência e a canalizar a agressividade para fins construtivos, incentivando a melhoria da qualidade da escola e a participação cultural, entre outras ações.
As escolas devem ficar atentas, pois, casos de bullying e cyberbullying são cada vez menos aceitos pela sociedade e pela Justiça. As instituições podem, inclusive, ser responsabilizadas em caso de omissão. No Rio de Janeiro, a Justiça condenou um colégio a pagar indenização para a família de uma ex-aluna que foi vítima de agressões físicas e verbais feitas pelos colegas. A criança passou a ter medo de ir à escola, sofrendo de diversos distúrbios e precisando de auxílio psicológico.
A melhor opção é construir, com as famílias dos alunos, uma parceria que vise a prevenção e o controle de qualquer tipo de agressão entre alunos, ou entre alunos, professores e funcionários da escola.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Tablet ajuda a ensinar crianças, diz diretora; outros educadores rejeitam a novidade
RODOLFO LUCENA
DE SÃO PAULO
Depois de terem conquistado corações e mentes de crianças, adolescentes e
adultos pelo mundo afora, os tablets se voltam para um mercado sempre
em expansão: o fabuloso mundo dos bebês. Cidadãos ainda não
alfabetizados ou que mal conseguem enrolar algumas palavras encostam
suas mãos gorduchinhas nas telas de vidro para comandar carrinhos,
letras, músicas, trens e galinhas cantantes.
DE SÃO PAULO
Mesmo antes de falar, bebê já distinguia aplicativos em tablet, conta mãe blogueira
Fazem isso em casa, por certo, usando os aparelhos dos pais. E, cada vez mais, têm os "seus" próprios gadgets, em escolas de educação infantil que adotam o tablet como ferramenta de ensino e diversão para a meninada de menos de quatro anos.
| Karime Xavier/Folhapress | ||
| Crianças usam tablet na escola Primetime, em São Paulo |
Os resultados são positivos, afirma Jacqueline Cappellano, 40, coordenadora das turmas de dois a quatro anos da Escola Internacional de Alphaville, que também passou a usar as tabuletas eletrônicas no ano passado. "A gente sabe que as crianças aprendem de forma diferente. Um conteúdo que você não consiga atingir por meio de uma estratégia dentro da sala de aula, usando material concreto, consegue que a criança entenda por meio da tecnologia", diz ela.
A turminha adora. No Colégio Brasil Canadá, em Perdizes, crianças de três anos sentam em roda para brincar com o tablet, e o uso do aparelho se torna uma experiência coletiva: estão todos conectados a um sistema de televisão, e o grupo acompanha pela tela grande, por exemplo, quando um coleguinha traça com o dedo o perfil de uma letra.
| Editoria de Arte/Folhapress |
Para isso, porém, é preciso ter os aplicativos corretos --uma busca que não foi fácil, segundo Bruder. "Os aplicativos precisariam ser algo adequado ao interesse das crianças, e não preparando as crianças para aprenderem alguma coisa."
"Até os três anos, eles aprendem pondo a mão na massa, vivendo, experimentando, com liberdade. E muitos aplicativos fechavam o bebê em 'aperte aqui', 'aperte agora', incentivando a rapidez dos movimentos ou queriam ensinar a criança a ler, a reconhecer letras, números. Demorei tempo para achar conteúdo que fizesse sentido para apresentar a um bebê", diz.
Além do controle do conteúdo, há que limitar o tempo de tablet na mão. "As crianças de dois a quatro anos têm uma aula por mês", diz Cappellano, que também delimita o horário em que suas gêmeas de quatro anos podem usar os aparelhos.
CRIANÇAS LIGADAS
O tempo que crianças passam com eletrônicos, mesmo se controlado, pode ser demais, dizem alguns educadores.
"Nós não usamos aqui, dentro do estabelecimento, nenhum desses instrumentais. A gente tem como filosofia que o grande aprendizado da criança na primeira infância é por meio do brinquedo. Não o brinquedo físico, mas o [ato de] brincar", conta a pedagoga Nereide Tolentino, 70, diretora da Escola da Vovó, que funciona há 36 anos e atende crianças de até seis anos em Pinheiros.
"Se a gente coloca a criança na [frente da] televisão ou no computador ou qualquer um desses joguinhos em que ela só aperta botão, ela não tem de criar nem imaginar nada", reforça Valéria Rocha, 39, diretora do Quintal do João Menino, escola maternal e jardim para crianças de um ano e meio a seis anos, na Vila Madalena.
Independentemente de divergências de filosofias pedagógicas, há que ter cuidado com a oferta de tecnologia para as crianças. A Associação Americana de Pediatria "desencoraja" o uso de mídia eletrônica por menores de dois anos e a colocação de aparelhos de TV no quarto de crianças. Em um documento sobre o assunto, a entidade cita estudos que encontraram efeitos negativos no desenvolvimento intelectual infantil.
Outros estudos indicam que poucas pessoas nos EUA deram ouvidos às recomendações dos médicos: levantamento realizado pela Common Sense Media em 2011 mostrou que 30% das crianças com menos de um ano têm televisão no quarto.
Nenhuma das escolas ouvidas pela Folha oferece os aparelhos para crianças com menos de dois anos. E dizem que a experiência precisa ser sempre monitorada.
"As atividades com tablet não podem substituir explicações do professor; as brincadeiras com tablets não podem e não devem substituir as entre as crianças; o contato físico com amigos reais é mais importante --e imprescindível", diz Bruna Elias.
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/06/1287612-tablet-ajuda-a-ensinar-criancas-diz-diretora-outros-educadores-rejeitam-a-novidade.shtml, acesso em 24/06/2013.
domingo, 23 de junho de 2013
Como proteger crianças e adolescentes dos conteúdos impróprios disponíveis na Internet?
A Internet se tornou uma
importante fonte de pesquisa e entretenimento para crianças e
adolescentes. Com isso, um dos motivos de maior preocupação dos pais e
educadores em relação a Internet é o tipo de conteúdo que os
filhos/alunos acessam na rede. De fato, alguns conteúdos disponíveis
podem ser prejudiciais para o seu desenvolvimento psicológico e sexual,
além de facilitar, por exemplo, o contato com pessoas mal intencionadas.
É importante que crianças e adolescentes sejam orientados sobre alguns
conteúdos, que seja esclarecido que estes não são adequados para eles e a
importância de orientá-los para que caso eles visualizem conteúdos que
considerem impróprios, peçam ajuda de um adulto de confiança para
auxiliá-los.
Mesmo sendo um assunto complexo,
momentos como estes podem ser importantes para orientá-los sobre os
conteúdos que são apropriados para cada faixa etária, bem como um
momento para esclarecer suas dúvidas sobre outras questões que os
envolvem, como por exemplo, sexualidade, privacidade, descobertas sobre o
próprio corpo e etc.
Com isso, a melhor estratégia de
proteção é a orientação. É fundamental que crianças e adolescentes
compreendam sobre os cuidados que precisam ter, especialmente ao acessar
sites que podem deixá-los expostos a situações de risco. Diálogo e
orientação continuam sendo a melhor maneira de construir hábitos
saudáveis. Crianças e adolescentes podem utilizar a Internet sim, de
forma mediada e acompanhada pelos pais e educadores. Seja assistindo TV,
navegando na Internet ou jogando games, a mediação dos adultos na
prática dessas atividades torna-se crucial para que crianças e
adolescentes realizem um uso ético e seguro.
Abraços,
Safernet Brasil
Safernet Brasil
Fonte: http://www.postdobem.com.br/, acesso em 23/06/2013.
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